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sexta-feira, 7 de junho de 2013

A minha vida dava uma História 3#

"Quem vem para o Tarrafal vem para morrer!" dizia Manuel dos Reis, director do Campo de Concentração do Tarrafal, numa das piores zonas climáticas, criado em 1936 na chamada "Colónia Penal do Tarrafal", a Achada Grande, na Ilha de Santiago, Cabo Verde. Só em 1978 é que foi possível a transladação dos corpos dos "tarrafalistas" mortos no Tarrafal, para Lisboa. Neste período histórico que antecedeu a abertura do campo "logo no início da ditadura fascista, registou-se no país um poderoso surto de lutas sociais e políticas. A primeira revolta armada surgiu em 1927 apoiada de milhares de populares. A sua repressão provocou centenas de mortos, feridos e deportados." Seguiu-se a revolta do Batalhão de caçadores 7, em 1928. Três anos depois explodiu a revolta da Madeira que se manteve durante 25 dias, enfrentando forças do governo. Seguiram as revoltas dos deportados políticos da Ilha Terceira, em São Tomé, Cabo Verde e Guiné. "A fascização do Estado Português desenvolveu-se tomando como modelo o fascismo de Mussolini (Itália) e Hitler (Alemanha); em simultâneo cresceram as lutas, aquela concepção de Estado Forte", que na prática significou: repressão, abolição de partidos, eliminação de sindicatos livres, imposição da censura fala ou escrita.
Em 1934, na luta contra a fascização dos sindicatos, destacou-se a Revolta dos Trabalhadores da Marinha Grande com a ocupação da vila e a intervenção da GNR, que prendeu dezenas de manifestantes! Em 1935 os funcionários públicos passam a ser obrigados a assinar uma declaração anticomunista. E, em consequência, forma demitidos milhares de funcionários que não deram provas de aceitar tal medida. Em 1936 revoltaram-se os marinheiros dos navios Dão e Afonso de Albuquerque. Entretanto o avanço do fascismo pela Europa "matava e aprisionava populações quase inteiras, criando para o seu aprisionamento um elevado número de campos de concentração, de inspiração hitleriana, visando o extermínio dos prisioneiros. Foi um processo iniciado na Alemanha, que rápido se alargou a toda a Europa". Foi neste quadro de protestos, atrás descritos, que a ditadura de Salazar decidiu criar também um campo de "Morte Lenta", para aí concentrar os mais destacados lutadores antifascistas e aterrorizar o povo. O próprio Médico para ali destacado dizia "Não estou aqui para tratar. Estou aqui para passar certidões de óbito".

Texto de contextualização histórica
Sr- António Lino - Aluno da US

quarta-feira, 29 de maio de 2013

História da Marinha Grande 5#

São Pedro de Moel é um lugar pertencente à cidade, freguesia e concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, em Portugal. Segundo os Censos de 2011, residem neste lugar 389 pessoas. Fica totalmente inserido no Pinhal de Leiria, um pouco a sul da foz da Ribeira de Moel.

A Duquesa de Caminha, D. Joana Juliana Maria Máxima de Faro, filha benquista dos Condes de Faro, após enviuvar, chorava diariamente a morte de seu esposo num rochedo enorme e imponente desta praia, resultando daqui o seu nome, "Penedo da Saudade", no cimo do qual se encontra actualmente um farol com o mesmo nome. Assim nasceu a lenda do Penedo da Saudade, protagonizado pela Duquesa de Caminha: há quem afirme ainda que, ao ouvir nesse rochedo os murmúrios do mar, pode distinguir também, como em eco, as lamentações da jovem viúva…
A povoação começa a ser procurada como local de repouso e veraneio a partir do séc. XV porque "tinha o mar por perto, muita caça no pinhal, boas hortas e locais frescos com muita água".


Visão sobre o mar da avenida marginal Ao casar, em 1902, o poeta Afonso Lopes Vieira e a mulher, Helena Aboim, receberam dos pais deste a majestosa casa (anteriormente pertença dos Marqueses de Vila Real, entre outros), onde o poeta se inspirava e escrevia, e recebia amigos para tertúlias.
É uma casa de grandes dimensões, com um terraço e um varandim (onde é visível um curioso relógio de sol) que ficam imediatamente acima da praia, e com uma belíssima capela decorada com motivos marítimos, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, mandada construir pelo poeta para a sua mulher, inaugurando-a em 12 de Agosto de 1929. É esta capela que dá à propriedade o nome de "Casa-Búzio"; curiosamente, o poeta chamava-lhe “Casa-Nau”.
Mais tarde, em 1938, esta casa foi deixada em testamento pelo poeta à Câmara Municipal da Marinha Grande, para funcionar como colónia balnear para filhos de vidreiros e guardas florestais, o que vem a acontecer desde 1949. Mais recentemente, a colónia funciona de uma forma mais aberta a todas as crianças do concelho, ou de outros concelhos que com o Município da Marinha Grande tenham relação.
Actualmente, no primeiro andar funciona também (apenas durante a "época alta" do verão), como Casa-Museu (dedicada ao poeta), tendo patente uma exposição sobre a vida de Afonso Lopes Vieira, e guardando no seu interior diversos objectos pessoais deste ilustre poeta que escreveu grande parte da sua obra em São Pedro de Moel.

São Pedro de Moel teve durante os séculos XVIII e XIX uma serração de madeira, uma fábrica de resinas e vários armazéns em frente ao porto. O auge destas actividades económicas dá-se quando o Ministro Martinho de Melo e Castro ordena que os embarques de madeira do Pinhal do Rei se façam pelo porto de São Pedro de Moel, em detrimento dos portos da Figueira da Foz e de São Martinho do Porto. Em 1824, estes edifícios foram extintos em virtude de um incêndio num pinhal contíguo. A importância do porto foi diminuindo à medida que o relevo da costa se foi alterando, o que foi tornando o porto impraticável, sendo hoje inexistente.
Em finais do século XIX começaram a surgir pedidos para a construção de casas, junto à zona dos antigos armazéns (onde hoje é a Praça Afonso Lopes Vieira). Face a estes pedidos, a administração florestal, liderada por Luciano António Migueis, elabora em 1860 um “plano das edificações a erigir”. Em 1880 inicia-se a estrada que liga São Pedro de Moel à Marinha Grande.
Já no início do século XX é construída a fonte da praça. Em 1911 havia 76 habitantes. Em 1912, ao norte da praia, é inaugurado o Farol do Penedo da Saudade, que servia não só de aviso à navegação mas também para detectar fogos no Pinhal.
A iluminação pública, feita a partir de candeeiros de petróleo, chegava a este aglomerado em 1922. Toda a área da praia pertencia às Matas Nacionais, mas em 8 de Novembro de 1923 foi entregue à Câmara Municipal da Marinha Grande que a urbanizou e desenvolveu de uma forma controlada, abrindo novas ruas e dotando-a com diversos melhoramentos. Entre estes avulta a construção da nova capela. No ano seguinte é elaborado o “plano ou projecto de traçado da povoação” e em 1927 a povoação é considerada “centro urbano”.
Em 1930 inicia-se a construção do Bairro Novo, hoje conhecido como Bairro dos Naturais, primeiro grande passo para o desenvolvimento urbano do lugar.
Em 1931 é inaugurado o "Casino", único centro recreativo e cultural da povoação, e espaço que serviu de ponto de encontro dos frequentadores da praia, onde se faziam tertúlias, as eleições da Miss Praia, e que chegou até a acolher uma sala de cinema.
Finalmente, em 1936 é instalada a central eléctrica. Em 1947 residiam em São Pedro de Moel 131 habitantes. Em 1955 a capela é demolida, sendo construída no seu lugar a actual igreja, da autoria do arquitecto Manuel Raposo.

À medida que foi crescendo, São Pedro de Moel foi sendo maioritariamente habitado por pessoas com posses económicas acima da média, nomeadamente comerciantes abastados, artistas bem sucedidos, mas principalmente os industriais da Marinha Grande e Leiria. Muitas famílias de sítios mais longínquos, como Lisboa, Coimbra, Santarém, entre outras, tiveram aqui casas que utilizavam em férias ou em fins-de-semana.
Existem também famílias originárias deste lugar, como é o caso das famílias Boiça, Moiteiro e Tojeira. Estas famílias estiveram tradicionalmente ligadas a actividades agrícolas e piscatórias, e, de uma forma mais importante, à praia, onde faziam o serviço de banheiros. Muitas pessoas ficaram a dever a vida a membros destas famílias.
O facto de ser uma praia com bastante procura (e pouco extensa para construção de moradias) levou à construção de pensões e hotéis nos anos 60. Destes, os mais conhecidos e tradicionais são o "Hotel Mar e Sol", o "Hotel São Pedro" (actualmente Pensão São Pedro, embora fechado), e a "Pensão D. Dinis" e a "Pensão Rosa", já extintas.
No final dos anos 60, foi iniciado o processo de construção do complexo de piscinas. Para tal, foi demolido o "Casino", pouco tempo depois de um pequeno moinho que existiu ali ao lado. Foi feito o arruamento que leva até à piscina, o paredão que dá acesso à parte mais a sul da praia, e no local do "Casino" foi construído um novo café, e casas de banho públicas para os praiantes. Muitos ainda recordam com saudade o "Casino".
No fim da década de 80 podiam contabilizar-se dois hotéis, duas pensões, quatro residenciais, dois parques de campismo e ainda uma pousada da juventude, acrescentando assim a oferta para os veraneantes que procuravam gozar as suas férias nesta praia. Em 1991, São Pedro de Moel tinha 267 habitantes.
É por todo este passado de turismo abastado que muitas pessoas vêem esta praia como sendo elitista, embora cada vez mais venham pessoas de outros pontos que, desconhecendo a história, tradições e costumes deste local, criam condições contrárias às aqui referidas, empobrecendo o turismo local.

Texto escrito por Sr. Agostinho Febra - Aluno da US




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Receitas da Avó 4#

Bolo de Pinhão

Ingredientes:

·         250g de açúcar amarelo

·         1 clara

·         Raspa de limão

·         Pinhões a gosto

Bater o açúcar com as claras até a obter uma massa espessa. Juntar a raspa de limão e os pinhões a gosto. Pré-aquecer o forno a 180º. Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Colocar pequenos montinhos do preparado no tabuleiro. Cozer durante 1 hora.
 
(Imagem retirada da web - aqui)
 
Receita de:
D. Mª Olinda Conde - Aluna da US

quarta-feira, 22 de maio de 2013

História da Marinha Grande 4#

Monumento de Homenagem ao movimento operário do 18 de Janeiro de 1934

"Monumento da autoria de Joaquim Correia, retrata o sofrimento, fome e miséria que o povo passou nesse período da revolução e a qual foi violentamente reprimida com muitos dos seus autores presos no Tarrafal.

O monumento é composto por dois blocos de pedra, sendo um deles o que está servindo de pedestal ao operário vidreiro armado, o qual ostenta a legenda: "Homenagem ao movimento operário do 18 de Janeiro de 1934" tendo o outro lado esculpidas em baixo relevo operários trabalhando o vidro.

Tendo sido construído em homenagem ao movimento operário do 18 de Janeiro foi inaugurado nesse mesmo dia no ano de 1989, assinalando os 50 anos da revolta. O monumento está situado na rotunda do vidreiro."

Texto de:
Sr. Agostinho Febra - Aluno US

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Receitas da Avó 3#

Papas de Sopa

·         Resto de Sopa

·         Farinha de milho

·         Água

Aquecer o resto de uma sopa a gosto.  Quando a sopa começar a ferver, juntar a farinha de milho peneirada até atingir a consistência pretendida. Caso seja necessário, juntar água. Serve-se com uma sardinha assada.
 
Receita de:
D. Mª Olinda Conde - Aluna da US
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

História da Marinha Grande 3#

"O museu Joaquim Correia consagra a obra de um dos maiores expoentes no campo da criação artística do concelho da Marinha Grande. Nascido em 1920 numa família de artistas vidreiros, estudou na Escola de Belas Artes no Porto e depois na sua congénere em Lisboa.
O museu foi inaugurado a 5 de Dezembro de 1997 e está instalado no Palácio Taibner de Morais, tendo este sido construído nos meados do séc. XIX. É  também chamado Palácio dos Barosas, tendo sido recuperado e adaptado para receber o valioso espólio artístico do escultor, encontrando-se situado no largo 5 de Outubro.
O acervo do museu Joaquim Correia é constituído por várias colecções de obras de arte e estudos, criados pelo escultor, sendo estas obras doadas pelo autor e sua família para enriquecimento do património cultural. Nele constam bustos, estátuas em bronze e gesso com e sem policromia, medalhas, desenhos e pinturas."

Texto de:
Sr. Agostinho Febra - Aluno da US


 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mezinhas da Avó 2#

Receita para a Tosse:

Ingredientes:
  1. 1 colher de mel de eucalipto
  2. 1 pitada de açafrão da Índia
  3. 1 copo de água quente
Misturar todos os ingrediente e beber o preparado 3 vezes ao dia.



Receita para desintoxicar o organismo:

Ingredientes:
  1. 1 colher de sopa de vinagre
  2. 1 colher de sopa de mel
  3. 1 copo grande de água
Misturar todos os ingredientes e beber o preparado de manhã em jejum.



Curiosidades:

Vinagre: Remédio natural popular, considerado a chave para uma vida mais saudável e mais longa. Utilizado para prevenir doenças hepáticas, artríticas e cardio-vasculares.

Mel: O mel não é todo igual. Diferentes tipos de mel, tratam diferentes doenças.
  • Mel de abeto/pinheiro - Trata anemia
  • Mel de urzes - Doenças do trato urinário
  • Mel de rosmaninho - Doenças do fígado
  • Mel de lavanda - Problemas respiratórios.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A minha vida dava uma história 2#

"Em 1974 após o 25 de Abril eu e um grupo de amigas organizámo-nos e criamos o núcleo do Movimento Democrático das Mulheres – MDM local – pois a sede é em Lisboa e do qual eu fazia parte na direcção e Concelho Nacional. Então com a finalidade de lutar e defender os direitos fundamentais das mulheres, começamos por pôr as mãos há obra e assim começamos a funcionar.

Primeiro pedimos à Câmara que nos cede-se instalações para que podessemos reunir e trabalhar. Começamos por criar uma creche onde actualmente é a Junta de Freguesia, uma vez que só havia o infantário, e onde nem todas as mulheres tinham possibilidades de lá pôr os seus filhos por dificuldades monetárias. Assim elas poderiam ir trabalhar sabendo que os seus filhos estavam a ser bem cuidados. E assim mais tarde conseguimos que estas crianças entrassem no infantário.

Também criamos com a ajuda de uma amiga professora, podessemos dar alfabetização pois havia muita gente que nem o nome sabia fazer, ensinamos corte e costura, rendas, bordados, do qual depois se vieram a fazer exposições desses mesmos trabalhos.

Fizemos sessões de esclarecimento em muitas terras do distrito de Leiria como por exemplo a cerca da emancipação da mulher na sociedade.

Considero que fazer parte deste movimento me deu muito mais saber e me proporcionou bastante experiência que me foram muito úteis para poder ajudar todos os que precisam.

Sinto que contribuí para que as mulheres pudessem ficar mais esclarecidas, e pudessem olhar de frente todas as dificuldades que a vida lhes dava, que pudessem lutar pelos seus direitos e que conseguiram adquirir e que as levou a lutar pela emancipação de todas as mulheres."

Texto de:
D. Felicidade Oliveira - Aluna da US

sábado, 11 de maio de 2013

Receitas da Avó 2#

Sopa do Vidreiro
·         Bacalhau
·         Ovos
·         Batatas
·         Pão
·         Broa
·         Alho

Cozer as batatas cortadas em rodelas e o bacalhau. Escalfar os ovos. Numa taça funda colocar a broa e o pão migado e os dentes de alhos cortados em tiras. Por cima colocar as batatas, o bacalhau e os ovos. Regar com a água de cozedura do bacalhau. Tapar por 15 minutos. Serve-se com um fio de azeite.
(Imagem retirada da web - Aqui)

 
 
Receita de:
D. Mª Olinda Conde - Aluna da US

sexta-feira, 10 de maio de 2013

História da Marinha Grande 2#

Museu do Vidro

"O museu do vidro está instalado no palácio Stephens, de inspiração neoclássica ao melhor estilo inglês, tendo sido construído na segunda metade do século XVIII.
Este palácio foi residência de Guilherme Stephens e está classificado de interesse público (IIP), tendo sido alvo de uma cuidadosa recuperação para a sua utilização actual.
Como museu do vidro tornou-se realidade em 13 de Dezembro de 1998, ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 350 anos da indústria vidreira.
O seu património é constituído por peças de vidro artísticas, utilitárias e decorativas, bem como por máquinas e utensílios.
O museu tem como atribuições, a recolha, conservação, estudo e divulgação do património histórico e cultural vidreiro, a nível local e nacional."

Texto realizado por:
Sr. Agostinho Febra - Aluno da US

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mezinhas da Avó 1#

Dicas para a casa:

  1. Replente para as traças: Colocar em saquinhos e em doses iguais, pimenta preta e canela.
  2. Anti-humidade: Colocar em pratinhos espalhados pela casa, pó de mostarda. Pode moer os grãos de mostarda em casa.
  3. Chão brilhante: Juntar uma colher de sopa de vinagre na água com o detergente.
  4. Anti-pulgas: Pulverizar os animais com um tónico feito à base de alho.


Dicas para o Bem-estar:

  1. Anti-stress: Sopa de Abóbora ou 1 chávena de chá de Manjericão ou 1 dose de música clássica.
  2. Sono tranquilo: Na sua mesinha-de-cabeceira coloque um pequeno recipiente com algumas gotas de óleo de lavanda.
  3. Dores corporais: Esfregue a zona afectada com um pouco de óleo de Ricíno.
  4. Dores nas articulações: Esfregue a zona afectada com um pouco de Vinagre de Cidra.

Receitas e dicas de:
D. Graciete Pires - Aluna da US

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Testemunho - Visita de Estudo ao Museu Escolar dos Marrazes

"Tenho relembrado algumas experiências já esquecidas, o que é bastante positivo para mim. Quanto à visita de estudo ao AgroMuseu Dona Julinha, não me foi possível ir à visita. Mas o Museu Escolar dos Marrazes, foi positivo ver e apreciar todas as coisas  muito antigas que me fizeram lembrar os meus tempos de infância. Por exemplo ferramentas, máquinas de escrever, quadros diversos, bonecos de pano, escrituração antiga, fotografias, ratoeiras e tantas coisas mais que gostei de ver, apreciar e relembrar os meus tempos em que andei na escola primária."

Texto realizado por:
Sr. Aurélio Domingues - Aluno da US





terça-feira, 7 de maio de 2013

A minha vida dava uma história 1#

"Iniciei o meu trabalho em 1970 como professora de posto (Angola) mas no fim de dois anos resolvi concluir o curso do Magistério Primário. Em 1975 regressei a Portugal como a maioria dos portugueses que viviam em Angola.Em Outubro de 1975 fui iniciar o ano lectivo numa escola que já não era habitada há cinco anos e que os vidros das janelas deixaram de ser de vidro para passarem a ser de plástico e os caixilhos de platex. Em 1976 iniciaram a construção de uma escola nova, a qual foi concluída e que depois se manteve fechada durante algum tempo.

Um belo dia apareceu o engenheiro responsável pela obra a quem eu fiz o pedido de me entregar a chave, pois a escola velha onde eu trabalhava estava muito degradada e com muitos buracos no chão. O chão era de madeira e por baixo era a loja onde as professoras mais antigas guardavam o cavalo ou o burro que era o seu meio de transporte. O engenheiro entregou-me a chave, mas tive de lhe entregar uma declaração como me responsabilizava pela entrega da mesma.

Enfim, tinha uma escola nova, a qual os meus alunos mereciam. Havia sala nova mas não havia mobiliário. Escrevi duas ou três vezes para a rádio fazendo um apelo a pedir o mobiliário uma vez que os alunos escreviam em cadeiras e sentados em bancos que traziam de casa. O locutor da rádio era o Sanção Coelho. O meu apelo foi ouvido e um dia em Janeiro de 1977 recebi um mobiliário que ia destinado ao distrito de Bragança, mas a minha escola ficava nos Vales, concelho de Valpaços e distrito de Vila Real. Este dia foi dia de festa para os alunos.

Em 1978 fui para Seia, distrito da Guarda, depois fui para a Damaia mais um ano e em 1980 fiquei colocada em Famalicão  - Nazaré onde permaneci 18 anos e o meu meio de transporte era o comboio. Em 1998 fiquei colocada na escola João Beare –Marinha Grande, onde trabalhei durante 7 anos, onde gostei muito tanto dos alunos como dos colegas. Adorei os alunos e ainda hoje temos uma amizade com os pais e as crianças. Fazemos jantares ou almoços e os pais juntam-se a nós (professora e alunos). Os alunos que mais me marcaram foram os dos Vales – Valpaços e da João Beare – Marinha Grande.

Ainda tinha muito mais a dizer sobre os alunos mas devido à escassos do tempo dou por finalizado este meu percurso como professora."

Texto realizado por:
D. Elisa Castanheiro (antiga Professora Primária) - Aluna da US

domingo, 5 de maio de 2013

Receitas da Avó 1#

Papas de Abóbora-menina
 
 

·         Abóbora-menina
·         Farinha de milho
·         Sal q.b
·         Açúcar e canela
Cozer a abóbora-menina a vapor. Depois de cozida, moer a abóbora com o passador. Juntar a farinha de milho peneirada, mexendo sempre para não agarrar. Temperar com sal. Serve-se em prato fundo. Faz-se uma covinha nas papas e junta-se açúcar e canela a gosto.

 
 
(Imagem retirada da Web - Aqui)
 
 
 
Receitas de:
D. Mª Olinda Conde - Aluna da US




sábado, 4 de maio de 2013

História da Marinha Grande 1#


"A Marinha Grande surgiu como povoado talvez ainda no séc. XXII, com a instalação na região de colonizadores que extraiam o sal das marinhas formadas pelas águas salgadas trazidas pelas marés do rio Lis. Esta actividade ligada à área florestal e agrícola foram as que contribuíram especialmente para a fixação desta população. Posteriormente viria a ter o estatuto de freguesia no ano de 1600, sob o nome de Nossa Senhora do Rosário da Marinha Grande.

Foi no ano de 1748 que viria a ser instalada a indústria vidreira, pelo irlandês João Beare até então sediada em Coina, mas é ao Marquês de Pombal que para cá mandou o inglês Guilherme Stephens  em 1769 que se deve o seu desenvolvimento, com a fundação da Real Fábrica de Vidros. Com este desenvolvimento vieram alguns estrangeiros principalmente genoveses e franceses, movimentando muitos trabalhadores da construção civil.


Outra grande indústria aqui criada e hoje de grande impacto internacional é a de moldes para a indústria de plásticos e fundição injectada que teve o seu início no ano de 1940. Anteriormente já se fabricavam moldes que se destinavam á indústria vidreira.


Depois do grande desenvolvimento com a instalação da Fábrica de Vidros este foi interrompido pelas invasões francesas em 1808 com a primeira invasão, mas foi na terceira, em 1810, que se deu o incêndio e destruição de haveres, tendo sido preso Diogo Stephens e mortos muitos habitantes. Cerca de um século mais tarde e com o desenvolvimento alcançado, levou a Rainha D. Maria II a elevá-la a concelho no ano de 1836, mas dois anos mais tarde, o concelho foi extinto e a freguesia passou a ser englobada no concelho de Leiria. A Marinha Grande voltaria a ter o estatuto de vila em 1892 na sequência da visita do Rei D. Carlos

Na segunda metade do século XIX houve um grande aumento de habitantes em consequência do incremento trazido pelas primeiras estradas, pelo comboio da linha do Oeste, pelo telégrafo e serviço postal e pelas primeiras máquinas a vapor que permitiram montar várias serrações mecânicas, fábricas de produtos resinosos, fábricas de fundição, cerâmicas e novas fábricas de vidro. Em 1917 o concelho é reestruturado juntando-se-lhe a freguesia de Vieira de Leiria.


A Marinha Grande teve o seu momento histórico marcante com a revolta operária do 18 de Janeiro de 1934, contra a ditadura de Salazar, e que culminou com a detenção de muitos opositores ao regime, e á extinção de todos os Sindicatos livres.



Na sua história mais recente destaca-se o 11 de Março de 1988 com a elevação a cidade, e a 12 de Julho de 2011 viria a juntar-se-lhe a freguesia da Moita."
Texto realizado por:
Sr. Agostinho Febra - Aluno da US